terça-feira, 3 de setembro de 2013

"No meio do caminho havia uma pedra" e muito mais coisas a enxergar!

E na minha rotina, que acredito ser comum a muitas pessoas, levantei. Como sempre, o despertador tocou às quatro horas, porque o soneca é sempre ativado, logo às quatro e quinze consegui levantar. Tomei banho, me arrumei, comi uma banana e fui para a caminhada/corrida matinal que tanto bem faz a saúde. Consegui assim sair de casa às quatro e quarenta e cinco, meio escuro ainda, mas é o horário que tenho para caminhar já que os compromissos no dia-a-dia me impedem de ir outro horário, seja por estar ocupado ou cansado demais. Sai de casa, como sempre dei duas voltas na chave por segurança ou por mania? Não sei muito bem o porque de certos hábitos, me alonguei na calçada em frente ao prédio que moro, o qual se localiza no bairro de Jaguaribe próximo ao Centro. Com essa localização o meu trajeto é sempre uma caminhada de 10 minutos até a lagoa (Parque Solon de Lucena) lá dou uma corridinha e volto caminhando. Mas nesse dia notei algo diferente e me lembrei de um poema do Drummond "no meio do caminho". Não sei se por estar meio escuro e eu ter um jeito de andar meio desajeitado arrastando os pés, o que me faz tropeçar muito. Portanto, depois de me alongar comecei a caminhada, nesse dia, como nos outros, havia uma espécie de neblina, acho que por conta do horário, que com a falta da claridade que tornava o caminho um pouco mais difícil de enxergar. Fui como sempre devagar, afinal eram quatro e cinquenta da manha aproximadamente e na noite anterior eu me deitara as duas. Segui o caminho de sempre, desci pela Rodrigues de Aquino para quando chegasse na altura da Lagoa descer para dar a corridinha. Na ida passei em frente aos prédios do poder público que ficam no Centro, porém nessa caminhada tropecei a primeira vez, não lembro qual dos prédios era, mas tropecei. Lembrei! "tinha uma pedra", não sei muito bem o porque, mas lembrei e continuei a pensar enquanto caminhava no poema, tropeço novamente. Penso comigo "sou muito desastrado, preste atenção nas pedras no meio do caminho". Continuei e tropecei novamente, comecei a me irritar, porque quem topa por aí sabe como é irritante. Porém as topadas não doíam e não escutei nenhuma das pedras rolarem depois da topada. Me intriguei, mas continuei a caminhada com mais cautela. Escutei um barulho que não era de pedras rolando nem de carros ou motos, logo apressei o passo e tropecei mais uma vez antes de passar por ali. Cheguei a lagoa sem mais tropeçar e corri. Voltando já estava mais claro e a neblina tinha se dissipado, logo pensei que conseguiria enxergar as pedras e delas me esquivar dessa vez. E o poema seguiu em minha mente "no meio do caminho tinha uma pedra". Quando cheguei na altura de onde os tropeções haviam ocorrido, prestei bem atenção e me espantei! Me senti incomodado. Passando pelo prédio vi um segurança do prédio público que ficava no local enxotando uma dúzia de pessoas que dormiam ali, as vi levantando, pegando os papelões e havia um bebê chorando. Percebi aí que eu não havia tropeçado em pedras, mas que o que tinha no meio do meu caminho eram pessoas. E que não havia neblina, mas sim uma ignorância que não me permitia enxergar. Não pensei em momento nenhum em julgar aquelas pessoas, tive raiva de mim e da sociedade que constrói esse cenário. E nesse dia o poema ganhou um novo sentido, porque
"nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida das minhas retinas fatigadas
nunca me esquecerei que no meio do caminho tinha uma pedra" e muito mais coisas a enxergar.

Nilson Ribeiro
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segunda-feira, 2 de setembro de 2013

A sociedade...

Eu,
Eu.

Eu!
Eu?!

Eu

não.
espero.

quero.
mando.

sei.

Do meu umbigo!

Essa vida, nesse mundo

Que esse mundo não mate meus sonhos,
Que as pessoas não me desiludam a esse ponto,
Que as incoerências não me consumam,
Que a vida siga seu percurso e eu a construa,
Que eu não viva no limbo e tenha consciência,
De que o raio cai sim no mesmo lugar!
De que nem tudo na vida explica a ciência,
Que isso não consiga me desestimular,
Que o que acredito não perca seu lugar,
E eu consiga continuar a lutar!
Que as decepções não me consumam,
Que elas me ajudem e me construam,
Porque a vida é dinâmica e cheia de mudanças,
Mas a vida também é perseverança,
E que nesse mundo cheio de hipocrisia,
Eu não perca o mínimo da alegria e da esperança!

sábado, 31 de agosto de 2013

Oportunidades

Criar e destruir
Destruir e recriar
Pra tudo acabar
É essa a rotina
A correnteza leva
E depois traz
Traz pra depois levar
É assim a rotina
A vida é isso,
Nem mais, nem menos
Melhor ou pior
Depende de quem, como e porque
No final tudo acaba do mesmo jeito
Pra mim, e pro resto
De tanto trazer e levar, uma hora
O que se vai é a vida
E o que se viveu ou não
As oportunidades aproveitadas ou não
Se apagarão..o que vem depois
hoje já não interessa,
talvez um outro dia, hoje to com pressa.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Vai...

Vai!
Vai logo, não espera por ela
Porque muito claro está
Que essa querela
Não tem solução
Ensina o coração
A não querer mais ela


domingo, 18 de agosto de 2013

Madrugada fria sem teu calor

Nessa madrugada tão fria
Daquelas que tomam os pensamentos e
Trazem lembranças distantes
Procuro teus pés embaixo do cobertor,
Procurando me aquecer,
Procuro teu corpo pra desse frio me proteger
Minha alma procura a tua pra voltar a viver

Vem, traz de volta teu calor
Alimenta meu desejo e sacia minha sede
Vem meu amor,
Me faz esquecer dos meus anseios
Mesmo que por alguns minutos
Porque essa paz só tu me traz

domingo, 11 de agosto de 2013

A meu pai, meu avô e amigo - José de Carvalho Accioly.


Hoje é um dia que me faz pensar bastante posso dizer que é um daqueles dias que toda sua vida passa como um filme na cabeça. E que filme esse meu! Engraçado como as coisas acontecem. Hoje é dia dos pais eu sou uma pessoa muito ligada à minha família e meu pai o que sempre se importou e me acompanhou desde pequeno, que também é meu avô e meu amigo é uma pessoa fantástica, logo eu não poderia deixar passar esse dia sem fazer no mínimo uma pequena homenagem.
 Você que assumiu essa responsabilidade sem ter uma obrigação para tal, mas que sabia que tinha que assumir tal papel e o fez com excelência meu pai! Sempre foi meu maior exemplo e tenho certeza que para os que te conhecem você também é o exemplo deles. Eu não trocaria por nada nesse mundo a criação que tive. Não foi luxuosa, porém foi abundante em amor, carinho, sabedoria, uma vez ou outra uma briguinha, muitas chineladas e "correadas". Obrigado por tudo. Você que já havia criado quatro filhos e trabalhado o suficiente para se aposentar abdicou de curtir suas viagens com sua esposa para cuidar de mais quatro e quem acompanhou sabe como suou e sua até hoje para não deixar faltar nada. Acredite, o essencial nunca faltou e é só disso que nós precisamos. Você e minha avó por perto sempre foram o que precisamos.
É, não concordamos em tudo, mas nos respeitamos e isso nunca foi e nem será um problema. Obrigado por me ensinar a respeitar, a conversar e a ser humilde. Tenho certeza que você não tem noção da importância que tem para mim e para meus irmãos e para todos que te amam. Que continuemos com nossas diferenças e que nosso amor cresça mais a cada dia. Quero estar perto de você enquanto der, porque você é a pessoa mais incrível que conheço. Um romântico, um poeta, um amigo, um pai e um avô. Cumprindo todos esses papéis de forma exemplar e servindo assim de exemplo. Fez até parecer fácil.

Estranho passar esse dia longe de você. Acordei às 6 horas da manhã querendo te dar o abraço e o beijo desse dia e não poder fazer isso é horrível. Te amo e obrigado por tudo.

Nilson Ribeiro